Por: Diego em 2 de setembro de 2010
O MÃdia Show 2010, evento que ocorreu em Porto Alegre ontem, dia 1 de setembro, foi promovido pelo Grupo RBS e se propôs a debater a comunicação contemporânea. Excelente iniciativa. O pessoal aqui da agência esteve presente, claro, e as ideias expostas ontem andam rendendo muito pano pra manga na hora de encher a caneca de café.
DaÃ, a gente tem um mini flashback dos tempos da faculdade e lembra da célebre frase “O meio é a mensagem”, do McLuhan, filósofo da comunicação que criou o conceito de Aldeia Global como previsão para o (nosso) futuro. E isso lá no meio do século passado, enquanto a TV engatinhava para se transformar em veÃculo de massa. Dissecando um pouco a frase que tornou o pensador numa celebridade, ele quis dizer que a tecnologia utilizada para se fazer comunicação não é apenas a forma, mas determina também o próprio conteúdo. Convenhamos que receber uma carta é completamente diferente do que receber um email com o mesmo conteúdo. É, McLuhan tem toda razão. Ponto pra ele.
Se fôssemos resumir o evento de ontem num tweet, seria mais ou menos assim: não existe mÃdia condenada à morte, nem uma que faça milagres. Existem as boas e as más ideias. Marcello Serpa, diretor de criação da AlmapBBDO e colecionador de prêmios, foi um dos que mais bateu na tecla “A importância de uma boa ideia”. E foi além: “A única ‘line’ que importa é a que divide o bom e o ruim”, fazendo referência aos ambientes online e offline. Essa aspas saÃram na apresentação “A volta do fÃsico”, sustentada por Serpa com o argumento de que o digital não existe sem o fÃsico. A tecnologia muda, mas o ser humano permanece o mesmo. É, Serpa tem toda a razão. Ponto pra ele.
Mas há aà um contraponto de ideias interessante, que uma ida à cafeteira não é suficientemente longa para alcançar: se o meio é a mensagem, como disse o McLuhan, e se a única ‘line’ que importa é a que divide a boa da má ideia, como disse o Serpa, quem tem razão? As ideias sozinhas funcionam muito bem, mas quando contrapostas se anulam. O meio faz a mensagem ou a mensagem faz o meio? O que parece importar, no fim, é o meio. O meio termo, o meio do caminho, um meio eficaz de se fazer comunicação. E nesse meio não se pode nem menosprezar o canal, nem supervalorizar a mensagem.
Por: Diego em 30 de agosto de 2010
Mesmo que não goste de música, mesmo que não faça ideia de quem seja o Arcade Fire. Mesmo que esteja pouco se lixando para o HTML5 e ainda prefira o Firefox ao Google Chrome. Mesmo assim, acredite, este post te interessa. Independente de gostos e predileções, uma coisa todos temos em comum: uma infância. O vÃdeo em questão, que levou gente à s lágrimas aqui na agência, é resultado de uma parceria entre a banda canadense Arcade Fire (que até serviu de trilha sonora pro nosso vÃdeo/case O Julgamento , da FMP) e o Google, que com uma ideia de gênio conseguiram promover e comover.
Acessando o site , um campo pede para ser preenchido com o endereço da sua infância. A partir daÃ, janelas, animações, vÃdeos, excelente trilha, Google Street View e memórias se dividem na tela. E aquela lágrima que começou a brotar quando você se enxergou ali, correndo pelas ruas com o joelho ralado, vem com tudo quando é solicitado que você escreva uma carta para aquele guri do passado.
Curioso é que quanto mais a tecnologia avança, mais próximo podemos nos sentir do passado. A música que embala essa obra, chamada de vÃdeo por falta de definição melhor, é uma ode aos tempos analógicos. De uma época em que se esperava por uma carta, de quando ainda se escrevia uma carta. Enfim, uma época em que “We used to wait” (Nós costumávamos esperar).
O que possibilita a inventividade da parceria Google e Arcade Fire é o HTML5, uma linguagem nova que trata o browser não apenas como uma planÃcie emoldurada, mas um ambiente de interação em diversos nÃveis. O Thiago Tessis, designer da casa que manja da coisa, diz que o “HTML 5 está chegando para fazer tudo aquilo que o Flash (da Adobe) faz de maneira mais eficiente (será compatÃvel com qualquer dispositivo móvel), mais leve (requisitando menos poder de processador e consumindo menos bateria de notebooks e celulares) e totalmente open source (ou seja, o código é aberto e a Adobe não enriquece cada vez que você usa).
Arcade Fire who?
vamos ao contexto: Arcade Fire é uma banda que ainda nem completou seus 10 anos de idade, mas que no primeiro disco já foi apontada como uma das 3786 bandas capazes de salvar o rock (ou a originalidade da música). Já até passaram por Porto Alegre em um distante 2005, no já extinto Tim Festival. Dizem os presentes que a iniciante ofuscou a atração principal da noite, os gigantes Strokes. Depois de um primeiro álbum deveras criativo (Funeral, 2004) veio o segundo mais denso, mais sombrio, mais difÃcil, (Neon Bible, 2007), que só serviu para aumentar a legião de seguidores. A expectativa pelo terceiro álbum (The Suburbs, recém lançado) foi atendida com pérolas como “We used to wait”, tema do vÃdeo que motivou este post, “Modern Man” e a faixa que leva o tÃtulo do álbum. Do começo ao fim, as 16 músicas de The Suburbs são carregadas de uma melancolia profunda, mas sempre envoltas em arranjos que até disfarçam seu conteúdo depressivo.
Arcade Fire who?
Vamos ao contexto: Arcade Fire é uma banda que ainda nem completou seus 10 anos de idade, mas que no primeiro disco já foi apontada como uma das 3786 bandas capazes de salvar o rock (ou a originalidade da música). Já até passaram por Porto Alegre em um distante 2005, no extinto Tim Festival – noite em que, dizem os presentes,  a banda iniciante ofuscou a atração principal, a gigante Strokes.
Depois de um primeiro álbum deveras criativo (Funeral, 2004) veio o segundo mais denso, mais sombrio, mais difÃcil, (Neon Bible, 2007), que só serviu para aumentar a legião de devotos. A expectativa pelo terceiro álbum (The Suburbs, recém lançado) foi atendida com pérolas como “We used to wait”, tema do vÃdeo que motivou este post, “Modern Man” e a faixa que leva o tÃtulo do álbum. Do começo ao fim, as 16 músicas de The Suburbs são carregadas de uma melancolia profunda, mas sempre envoltas em arranjos que até disfarçam seu conteúdo depressivo.
A história da banda em ações inovadoras na internet não é de hoje: muito barulho (em todos os sentidos) foi feito no último dia 5 de agosto, quando um show no Madison Square Garden, em Nova Iorque, foi transmitido em tempo real, na Ãntegra e gratuitamente pelo Youtube. A direção do espetáculo e da transmissão foi feita por Terry Gilliam (ex-Monthy Python, também diretor de Doze Macacos e do recente O Mundo Imaginário de Dr. Parnassus). Achou pouco? O usuário ainda poderia, no conforto do lar, escolher o ângulo que gostaria de assistir ao show: dos bastidores, de cima do placo ou do meio da galera. E há quem ainda aponte a internet como a desgraça da indústria fonográfica.
Por: Diego em 25 de agosto de 2010
De uns tempos pra cá, a palavra “relacionamento” parece ter adquirido um novo sentido, bem mais amplo que a definição do dicionário. Novas formas de se relacionar com as pessoas, com a natureza, com marcas… A cada dia um novo aspecto é descoberto e devidamente explorado. Ao mesmo tempo, depois que a palavra foi adotada pelo marketing, ganhou um sentido mais simples, praticamente essencial. Relacionamento virou sinônimo de básico, de sobrevivência. É sinônimo de “o mÃnimo que se pode fazer”.
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Por: Diego em 23 de agosto de 2010
Hoje, um dado seguido por uma interrogação, num post aleatório qualquer do Twitter , fez parar pra pensar: “9 em cada 10 consumidores pretendem comprar pela internet. Você e sua empresa estão preparados?”. Não que a gente nunca tenha pensado nisso, claro. Como bons entendedores do varejo , sabemos que as vendas online crescem a nÃves surpreendentes, tanto que, né, “9 em cada 10 consumidores pretendem comprar pela internet”.
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Por: Diego em 20 de agosto de 2010
O post de hoje não é pra falar exatamente sobre um trabalho que a gente se orgulhou de ter feito. Na verdade, é pra falar de um trabalho que a Duplo M não fez, mas que sente orgulho mesmo assim: Fábio Henckel, um dos nossos redatores, embarca amanhã para a 21a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, onde vai divulgar seu lançamento mais recente, o “Binno Oxz e o Clã de Prata”. Mas isso ele mesmo pode falar:
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Por: Diego em 18 de agosto de 2010
Temos um certo carinho pelo mercado varejista aqui na agência, o que não é uma grande novidade (já batemos nesta tecla durante a maratona de 16 dias dentro de um Ford ). Mas não somos maioria. Existe uma vertente da comunicação publicitária que não vê o varejo com bons olhos. Pela linguagem direta, praticamente uma exigência nesse tipo de anúncio, essa grande parcela do mercado acaba sendo encarada como uma forma mais restrita de se fazer publicidade, sem espaço para trabalhos esmerados e sacadas geniais. Que tolinhos!
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Por: Diego em 16 de agosto de 2010
Imagine a seguinte situação: uma marca adentrando um mercado dominado por gigantes, disposta a ir além do feijão com arroz da comunicação para atingir seu público. Agora imagine que este mesmo público está no topo da lista dos mais difÃceis de se captar atenção. Perfeito: é bem esse o tipo de cliente que a gente gosta.
E este cliente é a FMP, que recentemente lançou seu curso de Direito e topou nossa ideia de promover um julgamento para gerar visibilidade no mercado. O que oferecemos foi além da propaganda: uma oportunidade de experienciar a marca, de criar simpatia e envolvimento com a instituição. Muito mais eficaz do que uma dúzia de outdoor pela cidade, página dupla no jornal de domingo ou qualquer outro tipo de investimento tradicional. Para um público difÃcil, uma campanha diferente. Foi mais ou menos este o raciocÃnio que nos levou a ressuscitar um dos personagens mais famosos da História:  Che Guevara. Com ele, veio a questão: como teria sido o destino do revolucionário se ele tivesse o direito a um julgamento?
Pra quem não sabe, Che Guevara, muito antes de estampar camisetas mundo afora, foi um revolucionário que encontrou a morte no seu caminho rumo ao comunismo. Se extraÃda toda a aura de herói que adquiriu após a sua captura e execução, seus fins (e principalmente seus meios),  podem ser avaliados como nobres, pela sua proposta de liberdade e igualdade, ou, de outro ponto de vista, como um criminoso que muito sangue derramou.
Dá um play aqui embaixo para entender melhor:
O julgamento de Che Guevara deixou uma impressão tão positiva que ganhou uma versão online , a primeira do Brasil, e já estamos batendo o martelo para definir o tema da segunda edição fÃsica do tribunal. Em breve, informamos aqui o veredito.
Por: Diego em 13 de agosto de 2010
Não, esse não é mais um tÃtulo espertinho aqui do blog. A promoção é mesmo no Avesso, e é o resultado de uma parceria entre a Claro, a Duplo M e o caderno Avesso, do jornal O Nacional, de Passo Fundo.
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Por: Diego em 9 de agosto de 2010
Ainda não cansamos de falar aqui sobre o Fato ou lenda , parte da nossa estratégia de divulgação do “Eis o Homem” , novo livro do Paulo Sant’Ana editado pela RBS Publicações.
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Por: Diego em 6 de agosto de 2010
O sucesso e o equÃvoco na comunicação partem da mesma origem: o briefing. Este pequeno conjunto de informações necessárias para a realização de um trabalho define a qualidade do produto que será entregue. Em outras palavras, quanto mais claro, melhor. E foi justamente pro cliente Claro que encontramos uma forma simples e eficiente que, além de facilitar o processo, praticamente impossibilita a falta de clareza no briefing. O Book Claro veio para facilitar a vida da operadora, a nossa, e também a vida dos agentes autorizados.
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